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MÃES QUE AMAM DEMAIS 

* Conheça o "Grupo de Apoio Mães que amam demais"

 

 

Quando nos tornamos mãe, tentamos de todas as maneiras negar a possibilidade de que nossos filhos irão, um dia, voar do ninho. Fazemos de tudo por eles e não queremos nem pensar no assunto: “os filhos devem ser criados para o mundo”.

            No fundo sabemos disso, os filhos vão mesmo crescer e terão suas escolhas e oportunidades pela vida. Mas quando uma mãe ama demais, pensar na separação, no corte do “cordão umbilical” é quase insuportável. O que queríamos mesmo, é que nossos filhos ficassem para sempre perto de nós.

            Como isso não é possível, pois crescer faz parte da vida, temos que tentar entender melhor este amor de mãe, para que nossos filhos possam amadurecer e se tornarem adultos responsáveis por suas próprias vidas. Afinal, este amor incondicional materno pode tanto nos dar “força” para deixarmos os filhos se desenvolverem ou “poder” para torná-los sempre infantilizados.           

Quando nosso amor está baseado no “poder” de gerar, parir, nutrir e proteger evidenciamos aos nossos filhos o lado possessivo deste amor maternal, tornando-os eternamente dependentes de nós. É possível crescerem frágeis e incapazes, pois desde cedo, os ensinamos que: “mamãe sempre sabe o que é melhor para você e você nunca irá me desapontar!”

            Quando nosso amor de mãe está baseado na “força” da maternidade, estaremos conectadas ao lado positivo do amor materno, gerando, parindo, nutrindo e protegendo. Sempre respeitando a nossa limitação como mulher humana que somos e a individualidade de nossos filhos, pois embora tenham sido gerados em nosso ventre, são indivíduos e por amá-los tanto, devemos capacitá-los a fazerem escolhas, a serem responsáveis pelo que escolheram e pelas conseqüências que tiver, sejam boas ou ruins. Desde cedo, “mamãe” deve ensinar que: “você é capaz de escolher o que quer. E eu respeito as suas escolhas!”

Educar filhos é uma tarefa fabulosa, difícil e complexa. A melhor maneira de ensinar, ainda é através do exemplo, da atitude e nisso às vezes pecamos, quando fazemos "vistas grossas" às situações que julgamos ser pequenas, mas que vão comprometendo o desenvolvimento e o amadurecimento dos nossos filhos. Ficamos com receio de que dizer “não” seja uma falta de amor.

            Amar não é só criar, é educar. Amar não é anular, é gerar e libertar. Amar não é prender, é proteger. Amar não é rejeitar, é nutrir. Nossos filhos terão que voar do ninho, porque crescer faz parte da vida, mas sempre poderão contar com o amor que temos por eles e que nos faz respeitá-los como são e não como gostaríamos que fossem.

Quando agimos assim, desenvolvemos suas potencialidades humanas e nos permitimos estar abertas às várias possibilidades que a vida nos oferece e que não se restringe somente a maternidade.

Se nos preocupamos conosco mesmo e nos ocupamos daquilo que nos faz bem, que nos nutre e preenche, nunca sentiremos o ninho vazio, porque sempre iremos poder contribuir com a vida – a nossa e a de nossos filhos, e assim, nosso ninho sempre estará repleto de um amor verdadeiro por nossos filhos e por nós mesmas.

Seis lembretes para as mães que amam demais:

  1. Viver dia-a-dia;
  2. Organizar-se e vivenciar seus papéis de mãe, profissional, esposa e mulher;
  3. Ser realista e otimista;
  4. Perdoar-se pelos erros e enganos – procurar o autoconhecimento;
  5. Ter fé na vida e em Deus;
  6. Acreditar no amor e na intuição maternal.


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